AngelHack 2018

No último final de semana (28 e 29 de julho) as FaTech Girls Jessica Félix e Ivy Rebecca participaram do AngelHack, a maior maratona de hackathons do mundo. A equipe, também composta pela Danielle (FMU), Silene (Microsoft) e Daniel (desenvolvedor full stack), foi vencedora na categoria Code for a Cause ao apresentar a plataforma WOMENT de mentoria para as Mulheres em TI. 

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Jéssica e Ivy

AngelHack

Desde 2011, o AngelHack investe na criação e manutenção de maratonas de desenvolvimento e campeonatos para estimular a prática da programação em todo o mundo. Já são mais de 300 hackathons  realizados em 53 países. Neste fim de semana a competição ocorreu simultaneamente em Taipei(Taiwan), Kochi(Japão), San Francisco (EUA) e em São Paulo, na Digital House, com presenças internacionais de embaixadores, competidores e um representante empresarial, vindos do México, Chile e EUA.

O objetivo do evento é gerar soluções tecnológicas para a sociedade, principalmente as que promovam a inclusão tecnológica de mulheres e estimular o empreendedorismo digital. Foram cerca de 30 horas de imersão intensa para equipes multidisciplinares formadas por estudantes e profissionais de TI, design, gestão, marketing, comunicação e empreendedores para com o apoio de mentoria especializada criassem soluções dentro dos temas propostos.

Apesar de ter um tema livre para desenvolver qualquer aplicação, foram propostos três desafios:

Code for a Cause: Motivado pela parceria com o movimento Elas in Tech, o desafio foi desenvolver uma solução de impacto social que apoie a inclusão digital de mulheres;

Call for a Code: Proposto pela IBM e em parceria com a ONU,  este desafio era criar um aplicativo que ajudasse a proteger a saúde e o bem estar de indivíduos e instituições, com o foco em minimizar danos causados por desastres naturais.

– Hurify open Challenge: Todos os projetos são bem-vindos para competir. Uma consideração especial foi dada aos projetos que utilizam qualquer combinação de serviços em nuvem, análise, Machine Learning, dispositivos móveis ou Internet das coisas (IoT).

A equipe

Muitos dos que participam de hackathons são competidores frequentes nas maratonas, como a Jéssica, aluna da Fatec São Paulo, a Danielle, aluna da FMU, e o Daniel, desenvolvedor full stack. Mas também havia quem estava indo pela primeira vez, como a Ivy, aluna da Etec São Paulo, e a Silene, que trabalha na Microsoft. No AngelHack as equipes precisavam ser formadas por 5 pessoas, então a equipe ficou assim: Jéssica (negócios), Silene (UX), duas programadoras de front-end (Danielle e Ivy) e um desenvolvedor (Daniel).

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Da esquerda para a direita: Danielle, Silene, Ivy, Jéssica e Daniel

O tema

No início o time estava com apenas 4 mulheres que escolheram participar do desafio da IBM, com a ideia de criar uma plataforma para ajudar vítimas de catástrofes a obterem água através de uma rede de doações de voluntários da região próxima. Parecia uma ideia super bacana e que resolveria o problema de muitas pessoas, certo? Afinal, sempre vemos campanhas pedindo apenas alimentos e roupas. A água é essencial à vida. Tudo parecia ir bem até que o Daniel chegou chegando e após ouvir a nossa ideia “brilhante” ele disse:

“Sério que quatro mulheres da área de TI fizeram só isso? Esperava mais de vocês”.

Foi um choque! Ainda mais porque a competição havia começado às 9h, já eram 15h deixando a equipe preocupada por ter que começar do zero o desenvolvimento de um novo projeto. Mas, segundo a Jéssica: “Sabe a melhor parte da experiência de ir a um hackathon? O aprendizado acelerado. Pensando bem, ele estava certo sim. Quantas dores não encontramos na área de TI para nós que somos mulheres? Poderíamos nós mesmas sermos o público alvo da nossa solução. E como disse o Daniel, qualquer pessoa poderia falar sobre catástrofes naturais, mas não há ninguém melhor para falar sobre as dores e soluções para mulheres do que outras mulheres. Então seguimos assim.”

Após um longo período de reestruturação da ideia, às 21:30h, a equipe fechou o tema: Plataforma para ajudar mulheres que estavam começando na área de TI e encontram algumas barreiras para avançar na carreira, barreiras estas que não aprendemos a lidar na faculdade, como gerenciamento de conflitos na equipe, postura de liderança e tudo o mais que faz diferença na hora de lidar com os problemas do dia a dia. Com a mudança de tema o projeto passou a concorrer na categoria Code for a Cause.

O desenvolvimento

Apesar do tempo apertado para produzir, foi possível dividir as atribuições e até mesmo dormir um pouquinho. O processo de desenvolvimento incluiu algumas pequenas reuniões a cada parte do projeto que realizamos. Estas partes se dividiram em: definição da ideia; entrega da logo; entrega do modelo de negócio (Canvas); resultados da pesquisa realizada com os nossos amigos nas redes sociais; escolha do template para a plataforma; MVP (Minimum Viable Product) da plataforma concluído.

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Canvas Concluído

A apresentação

Por fim, era preciso desenvolver um bom pitch (assista aqui), pois sem uma boa apresentação não adianta a ideia ser ótima. A Jéssica mandou ver nas suas habilidades de comunicação e rapidamente organizou as ideias que tivemos para serem explicadas de forma concisa, clara e o mais importante: de forma atraente.

A apresentação do projeto foi um sucesso! A Jéssica se saiu muito bem respondendo a todas as perguntas dos jurados. Depois disso era só relaxar um pouco até sair o resultado final.

O resultado

Após alguns ganhadores anunciados finalmente foi revelado o vencedor da categoria Code for a Cause: WOMENT, nossa plataforma de Mentoria para as Mulheres!

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O prêmio foi 12 semanas de mentoria com as mulheres incríveis do ELAS_intech, além da oportunidade de apresentar a solução para investidores da aceleradora Quintessa. Ainda ganharam muito conhecimento e fizeram contatos super bacanas.

Segue uma dica da Ivy: “Se puderem, se inscrevam nos eventos mesmo sem ter muita experiência: é justamente para nós que estamos começando que estes eventos servem de apoio!”

Para mais dicas dobre Hackathon assista ao vídeo da Jéssica: https://www.youtube.com/watch?v=dyO6NtSfuA8

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Inscrições abertas para FaTech Girls na ETESP

Oi pessoal!

Já estão abertas as inscrições para o próximo evento para alunas da ETESP (Etec São Paulo)! Garanta sua vaga pelo link: goo.gl/S47sRu

Importante: Alunas de qualquer curso (médio/ integrado/ modular) podem participar! O evento é prioritariamente para o público feminino, entretanto, em caso de vagas remanescentes os alunos cadastrados poderão ser chamados.

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Computação para garotas da ETESP

Bom, meninas! E meninos!

Demorou, mas finalmente saiu textinho falando do nosso último evento que ocorreu na manhã do dia 05/05!

Dessa vez o evento foi destinado às meninas do ensino médio da ETESP. Tivemos oficina de computação desplugada, ministrada pela Marina Manente e pela professora Grace Borges e a oficina de Scratch, na qual a Isabela Leal e Elen de Souza foram responsáveis. Além claro, do apoio e ajuda indispensáveis de toda a equipe desse grupo maravilindo ❤

Foi bastante proveitoso, resolvemos jogos de lógica, brincamos com números binários e matemática, realizamos diversas atividades desplugadas com a participação tanto das monitoras (e monitor!) quanto das alunas, o que tornou a oficina bastante e dinâmica e divertida.

Na oficina de Scratch desenvolvemos um jogo e todas adoraram! Com essa atividade elas tiveram a oportunidade desenvolver a criatividade, além de ter uma noção básica de programação e algoritmos com estruturas de decisão e laço de repetição.

Nosso próximo encontro na ETESP está marcado para sábado dia 09/06!

Em breve abriremos as inscrições. Fiquem atentas!!!

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FaTech Girls no Women IT 2018 – IBM

O mês das mulheres foi um mês bastante produtivo, cheio de atividades, muito aprendizado, então nada mais justo do que fazer um resumão pra mostrar a quantidade de coisas legais que fizemos e vimos no decorrer dessas atividades.

Vale lembrar que dessa vez fomos as participantes das atividades, não as organizadoras. Fomos em busca de mais experiências para agregar à nossa linda iniciativa.

Então, pega a pipoca, senta que lá vem história!

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Foi um lindo sábado de sol (24/03/2018), fomos as três: Marina, Elen e Isabela, ansiosas mais do que nunca para um evento maravilhoso e bem agitado.

Idealizado e realizado a partir da iniciativa de um grupo de mulheres funcionárias da IBM, o WomenIT contou com diversas palestras e workshops, com o objetivo de alavancar a carreira e ressaltar a igualdade de gênero e a relevância da mulher em TI.

Começamos com um workshop sobre desenvolvimento com o sabichão do Watson, o objetivo foi fazer com que o mesmo, a partir de mensagens digitadas pelo usuário, reagisse ao nosso sentimento, de forma triste ou alegre. Foi muuuuito legal, dá pra se imaginar as inúmeras aplicações que isso pode ter.

Após esse workshop, optamos pela curiosidade e tivemos a oportunidade de desmitificar o uso de Blockchain, em uma palestra com exposição da aplicação dessa ferramenta em todas as fases de um projeto feito na própria IBM.

WhatsApp Image 2018-04-05 at 00.07.00Para auxiliar os malucos por código bonito/performance, a palestra sobre Clean Code foi top demais. Foram apresentadas diversas práticas que podem ser facilmente adotadas nas rotinas de desenvolvimento, tornando nossos códigos cada vez mais legíveis, eficientes e de fácil manutenção.

Ainda na área de desenvolvimento (e nossa última palestra), contamos com uma palestra que expôs conceitos e as reais dificuldades acerca de DevOps, pois apesar da sua popularidade, muitas pessoas ainda confundem os princípios, as ferramentas, metodologias e conceitos que essa cultura tem nos diferentes ambientes de desenvolvimento. Muito aprendizado!!

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WhatsApp Image 2018-04-09 at 18.02.16Depois encontramos mais duas FaTechGirls: Maiyumi e Camilla!!! Elas também participaram de várias atividades, aprenderam muitas coisas novas na área de TI, inclusive sobre temas que nem pensavam em se aprofundar, mas que despertaram bastante interesse, como por exemplo: Inteligência Artificial e Internet of Things (IOT) com Arduino!

Claro que elas também curtiram muito o evento, fazendo networking, se inspirando a partir dos exemplos de outras mulheres e dos constantes incentivos para seguirmos nessa carreira, mostrando que não estamos sozinhas.

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Havia disponível o tempo todo meninas do RH nos informando (e mais importante, nos incentivando) sobre vagas e processos seletivos, desde estágios até cargos mais altos. Viu genteeee??? Tem vaga simmmm.

Além disso, para dar uma pitada a mais em nossas carreiras, fomos recebidas com várias dicas sobre a montagem e as melhores práticas ao utilizar o perfil no LinkedIn, com uma palestra realizada por um representante da rede social.

Para fechar com chave de ouro, tivemos um talk de encerramento, sorteio, , conhecemos pessoas inspiradoras, e então (finalmente) comemos pizza com toda galera fofa e linda da IBM.

Esse foi um apanhado de tudo o que aconteceu nesse sábado de esperança, união e solidariedade. Não podemos esquecer de que teve a presença de rapazes, tanto como ouvintes como palestrantes, afinal precisamos trabalhar lado a lado, pois a união faz a força.

Finalizamos esse textão com um trecho do discurso de encerramento do WomenIT: ”não deixem que digam que você não pode, que você não é capaz, não deixem que te limitem; meninas, vocês podem, vocês são capazes, vocês podem tudo, vocês podem tudo!”. Aaaaaaah que amorzinhoooo ❤

O Hackathon que mudou a minha vida

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Oi pessoal! Sou Jéssica Félix, fatecana e gostaria de compartilhar aqui a minha primeira experiência em um hackathon.

Vivi uma semana em dois dias, perdi medos, conheci pessoas novas e ferramentas novas. Também aprendi o quanto o nosso papel na tecnologia é importante e como devemos usa-la para tornar os benefícios mais acessíveis a maior parte da população possível.

Tudo começou numa postagem que a Silvia Coelho compartilhou no grupo “elas programam”. Faz 4 meses que tenho fim de semana livre, portanto, estou numa fase que não posso ver um link escrito “participe” que já vou me cadastrando.

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Em sentido anti-horário: Lilian, Priscila, Danielle e eu.

Me inscrevi no Womens Health Tech Weekend 20018, uma maratona colaborativa para desenvolver soluções tecnológicas com um novo olhar sobre a saúde das mulheres.

No dia e hora marcado, parti de Poá-SP para o clube Hebraica. O primeiro desafio foi acordar as seis e pouco da manhã num sábado, mas quanto a causa é válida, surge boa vontade no lugar do cansaço.

Chegando no evento, hora de formar os grupos! A Lilian apareceu apenas em uma das nossas fotos.  Ainda estávamos no começo da maratona.  Todas descansadas.

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Em sentido horário: eu, a Fernanda, a Priscila, a Tamires e a Danielle

“Agora é só criar uma ideia e começar a codar”, eles disseram.

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Depois de 6 horas de evento resolvi dar notícias aqui!

Confesso que demoramos bastante até conseguir chegar a um consenso. APRENDIZADO 1 – NA DIFICULDADE, ACEITE OU PEÇA AJUDA DE UMA MENTORA. Foi muita sorte que Larissa passou em nossa mesa, conseguimos eleger nosso plano: um chatbot que fala sobre saúde da mulher.

“Eu faço o chatbot”. Nunca tinha feito um na minha vida. Sabia mais ou menos por onde começar pelos textos do Bots Brasil . Com base nessas leituras anteriores e o que aprendi no 1° semestre da Fatec, eu me lancei a internet para aprender o mais rápido possível a criar um.

Mais uma vez, graças a mentora Cristina Luz, eu conheci uma ferramenta para criar chatbot de forma mais ágil. Além disso, ainda tive uma surpresa maravilhosa: professora Grace Borges veio nos dar uma força!

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Professora Grace e seu sexto sentido de encontrar Fatecanas, não importa em que evento estejam.

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Ultimo vídeo antes da imersão

Viramos a madrugada no projeto. Mas estava muito legal, a equipe dos mentores fez de tudo pra dissipar a tensão já esperada de competições. Tocaram músicas (Samanta Lopes e a Marceli Rocha são as melhores pessoas para organizar um hackathon), organizaram uma mesa de lanchinhos, passaram nas mesas para prestar apoio e oferecer perfume (sim, o Daniel Takaki se preocupou com a questão de estarmos amargamente suadas).

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Os sobreviventes da madrugada. Mas depois dessa foto, voltamos aos projetos

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A hora mais emocionante do dia: Mira Bot está viva! Aperte o play 😀

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Teste aqui Mira Bot

Continuamos nos retoques finais e começamos a pensar no pitch. APRENDIZADO 2 – FAÇA UM BOM PITCH. Enquanto a Tamires e a Danielle ensaiavam a apresentação, eu continuava “caçando pelo em ovo” na Mira Bot.

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Fiz este vídeo para pedir ajuda dos amigos para testarem a Mira Bot. Ao fundo, é possível ver a Tamires e a Danielle ensaiando para o pitch.

Chegou a hora dos jurados. APRENDIZADO 3 – DEIXE UMA PESSOA RESPONSÁVEL POR CRIAR O PLANO DE NEGÓCIOS. VOCÊ VAI PRECISAR. Fiquei muito orgulhosa porque todas falaram, mesmo fora do “palco”. A Priscila e a Tamires ajudaram eu e a Dani a responder as perguntas dos jurados. APRENDIZADO 4 – SEJAM UMA EQUIPE DO COMEÇO AO FIM. Quer ver nosso pitch? Clique aqui. Aparecemos a partir de 16 minutos.

Depois de muita ansiedade, chegou a hora do resultado:

resultado

1o Lugar!!!

Conhecemos pessoas incríveis, trabalhamos em grupo, sofremos juntas, rimos juntas, ajudamos outras equipes, fomos ajudadas por outras equipes e principalmente, sentimos a importância das mulheres ocuparem seu espaço na tecnologia. Agora, participamos de meetups, summits, painéis e workshops sempre que podemos, ao menos um por semana. APRENDIZADO 5 – NÃO FIQUE APENAS NA FACULDADE, VÁ PARTICIPAR E CONHECER A COMUNIDADE DE T.I.

E esta comunidade é muito acolhedora! Não tenham medo de ir sozinhas nos primeiros eventos, caso não tenham nenhuma companhia. Eu fui sozinha e voltei pra casa com novos 47 amigos, 5 parceiras de projeto e um chatbot.

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Sou muito grata aos patrocinadores, aos voluntários e mentores, as pessoas que foram nos assistir, aos jurados, a FaTech Girls, a empresa que eu trabalho e ao apoio dos nossos familiares.

“O espírito de assumir riscos, colorir fora da linha e mudar o jogo é o que realmente faz a diferença” – Jeni Panhorst